O relatório semestral da Rock Health mostra um mercado que cresce, mas se concentra cada vez mais. No primeiro semestre de 2026, startups de saúde digital nos Estados Unidos captaram US$ 7,4 bilhões — contra US$ 6,4 bilhões no mesmo período de 2025, com um número parecido de rodadas. A diferença está no tamanho dos cheques: mega-rodadas de US$ 100 milhões ou mais já respondem por 45% de todo o capital investido, ante 22% em 2024. Saúde mental lidera a captação pelo sétimo ano seguido; peso e GLP-1 vêm logo atrás.
O relatório aponta quatro fontes reais de vantagem competitiva hoje: experiência clínica ou operacional do fundador, propriedade da camada operacional (não só do software), capacidade de implementação sob medida com equipes dedicadas a cada cliente, e efeitos de rede construídos por parcerias. A lógica é simples: com modelos de fundação acessíveis a qualquer um, diferenciação puramente técnica ficou fácil de copiar.
Resumindo, colega: quem pensa em criar ou investir numa healthtech deveria parar de perguntar se o modelo de IA é bom. A pergunta certa é o que essa empresa tem que ninguém copia da noite para o dia.